Tuesday, May 15, 2007

Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



Vinicius de Moraes ----------posto que as palavras de outrém, magnânimo mestre da literatura, hoje descrevem melhor do que eu mesma o que foi e sempre será esse meu primeiro intenso e grande amor, bem como a forma como sinto amor, sempre.

1 Comments:

Blogger Laura said...

Já que me "roubaste" o "meu" poema, também te "roubo" o "teu"!!!
Ora Bolas!

8:43 AM  

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